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 <title>MetaReciclagem - Saúde</title>
 <link>http://rede.metareciclagem.org/taxonomy/term/1005/0</link>
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 <title>APH no Recife</title>
 <link>http://rede.metareciclagem.org/wiki/APH-no-Recife</link>
 <description>&lt;h2&gt;&lt;strong&gt;Segunda Jornada do SAMU Metropolitano em Recife: Olhar, cr&amp;iacute;ticas e propostas&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;O texto a seguir &amp;eacute; um relato sobre a Segunda Jornada do SAMU metropolitano  em Recife, ocorrida agora em novembro de 2010. Foi  escrito por um profissional de sa&amp;uacute;de com alguns anos de experi&amp;ecirc;ncia no dia a dia dos hospitais e plant&amp;otilde;es de emerg&amp;ecirc;ncia na regi&amp;atilde;o metropolitana da cidade. O conte&amp;uacute;do  toca no lado negativo da gambiarra, da tecnologia de gest&amp;atilde;o e da pol&amp;iacute;tica. Esta &amp;eacute; uma colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o Ver&amp;atilde;o 2011 Mutsaz que nos lembra que &lt;a href=&quot;http://rede.metareciclagem.org/blog/03-01-11/Musa-verao-2011&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Janxs &lt;/a&gt;possui duas faces.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os dados da viol&amp;ecirc;ncia, nada de RH e confus&amp;atilde;o sobre terrorismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Depois das apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos militares e do chefe do SAMU em Recife tivemos o primeiro palestrante,   gerente geral da SDS(Secretaria de Defesa Social) , que apresentou bons slides, com boas anima&amp;ccedil;&amp;otilde;es , tinha dom&amp;iacute;nio da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ,    sabia se expressar e interagir com o p&amp;uacute;blico. Mas logo veio o primeiro deslize: ao afirmar que Pernambuco tinha a pol&amp;iacute;cia mais integrada do Brasil disse que isso se devia ao trabalho da gest&amp;atilde;o Eduardo. Ora, personificar na pessoa do governador  essa integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; demais. Ainda que o palestrante estivesse sendo institucional, n&amp;atilde;o poderia personificar essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o por raz&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas &amp;oacute;bvias. &lt;br /&gt;
Obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es institucionais nunca deveriam ser confundidas com a&amp;ccedil;&amp;otilde;es midi&amp;aacute;ticas manipuladoras na pessoa de nenhum gestor, seja ele o governador seja ele do 3&amp;ordm; escal&amp;atilde;o, porque governar n&amp;atilde;o deveria ter nada  com estrelismos midi&amp;aacute;ticos. Mas sabemos que isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; verdade , e  o que tem de gestor dando entrevista n&amp;atilde;o cabe num fanzine, mas num cabe mesmo (mermo, mermo). E compondo mesas ent&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o cabe numa Caras (Ainda existe isso?Caras??????????). &lt;br /&gt;
Depois do bom in&amp;iacute;cio o que se seguiu foi um processo de esvaziamento do conte&amp;uacute;do humano na fala do primeiro palestrante. Quando falou da diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o significativa da criminalidade no Recife e no n&amp;uacute;mero de homic&amp;iacute;dios, por mais que tenha tentado humanizar seu discurso falando das dores das perdas dos entes pelas fam&amp;iacute;lias, a pr&amp;aacute;tica na verdade &amp;eacute; outra. As pessoas n&amp;atilde;o passam de n&amp;uacute;meros, ou melhor dados, porque s&amp;atilde;o processados num software programado por algu&amp;eacute;m para dizer que os n&amp;uacute;meros expressam evolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es positivas significativas neste ou naquele campo de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o governamental. N&amp;atilde;o sei onde esse povo vive, mas com certeza n&amp;atilde;o &amp;eacute; esse o cen&amp;aacute;rio real. Houve melhorias numas &amp;aacute;reas, mas em outras houve pioras e o que &amp;eacute; pior, houve uma degenera&amp;ccedil;&amp;atilde;o na personalidade arquet&amp;iacute;pica do pov&amp;atilde;o. E isso faz determinadas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es midi&amp;aacute;ticas e manipuladoras parecerem grandes atua&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mas claro que  terceirizadas e a baixo custo. Basta ver o que se utiliza de reciclagem e m&amp;atilde;o de obra barata em decora&amp;ccedil;&amp;otilde;es das datas comemorativas das festas de fim de ano. O que vejo na verdade &amp;eacute; que j&amp;aacute; chegou o tempo das pessoas mudarem a consci&amp;ecirc;ncia e entenderem que bem mais  do que a&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;eacute;licas, as melhorias humanas urgem, sobretudo em n&amp;iacute;vel gestor. &lt;br /&gt;
Por &amp;uacute;ltimo o palestrante falou sobre o Backbone(&amp;ldquo;coluna  vertebral&amp;rdquo;????) um sistema de transmiss&amp;atilde;o digital que faz parte de um diagrama de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que por gra&amp;ccedil;a divina n&amp;atilde;o era pentagonal. E arrematou mostrando um projeto arquitet&amp;ocirc;nico de um chamado CCR (Centro de Controle e Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o). Um centro bacana estruturalmente.  E ainda que eu eu n&amp;atilde;o entenda nada de arquitetura, aparentava estar bem planejado e pronto pra  ser constru&amp;iacute;do, por&amp;eacute;m ainda  incorporando uma personalidade militarista, aquela que separa  as autoridades dos outros trabalhadores j&amp;aacute; induzindo quem estar&amp;aacute; na ger&amp;ecirc;ncia e quem estar&amp;aacute; na execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
Findada a primeira palestra senti falta de um projeto voltado para os recursos humanos, nenhuma previs&amp;atilde;o de incremento or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rio para reajuste salarial de todas as categorias envolvidas e nenhum projeto de normatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que impe&amp;ccedil;a a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;pessoas influentes&amp;rdquo;(&amp;ldquo;Otoridades&amp;rdquo; com v&amp;iacute;nculos pol&amp;iacute;ticos, familiares ou classe social, fundados em princ&amp;iacute;pios da Fam&amp;iacute;lia  Tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o  e Propriedade). Senti que o perfil institucional patriarcal, autorit&amp;aacute;rio e hier&amp;aacute;rquico militar ainda influencia muito, desde o tempo do discreto charme da burguesia, se  perpetua e induz os temidos &amp;ldquo;Dist&amp;uacute;rbios Civis&amp;rdquo; que se tornam o cen&amp;aacute;rio ideal para a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de emerg&amp;ecirc;ncia, que frequentemente requerem muitos recursos financeiros e se transformam num excelente ralo para desvio de dinheiro p&amp;uacute;blico.&lt;br /&gt;
O segundo palestrante do primeiro dia foi um tenente coronel dos bombeiros do Recife. Rapaz jovem por&amp;eacute;m seguro. Fez uma &amp;oacute;tima exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e s&amp;oacute; pecou quando elencou o 11/9 como exemplo de atentado terrorista, porque primeiro que j&amp;aacute; est&amp;aacute; provado que o 11/9 foi  um ataque de falsa bandeira americana (Veja v&amp;iacute;deos como Loose Change &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=3gNLqTFYlmc&quot; title=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=3gNLqTFYlmc&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3gNLqTFYlmc&lt;/a&gt; por exemplo),  depois porque o exemplo de Helsinki, que foi uma Olimp&amp;iacute;ada,  &amp;eacute; muito mais ilustrativo. Al&amp;eacute;m do mais  as empresas que industrializaram o entretenimento do futebol  s&amp;atilde;o muito mais danosas  ao pr&amp;oacute;prio futebol, do que um poss&amp;iacute;vel atentado terrorista, pra isso as fronteiras e aeroportos junto com a Pol&amp;iacute;cia Federal devem estar estruturadas e preparadas, socorristas t&amp;ecirc;m a ver com os problemas de APH (aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-hospitalar) que surgirem no cen&amp;aacute;rio. Prevenir atentado terrorista &amp;eacute; um papel de outra esfera de gest&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
O &amp;uacute;ltimo palestrante do dia  foi o o chefe  do  SAMU Recife,  que falou rapidamente e objetivamente. Pareceu at&amp;eacute; o terceiro par de Terezinha  de Chico Buarque, n&amp;atilde;o trouxe nada e tamb&amp;eacute;m nada perguntou. Foi r&amp;aacute;pido, raso e seco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Humanismo, gambiarras e a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em APH&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
No segundo dia cheguei no meio da palestra de um interlocutor que de in&amp;iacute;cio parecia ser algu&amp;eacute;m que realmente se interessava pelas pessoas que necessitam dos servi&amp;ccedil;os de urg&amp;ecirc;ncia, e portava-se como numa  atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o arquet&amp;iacute;pica de profissional m&amp;eacute;dico. Era um representante do MS que foi mais infeliz que feliz em sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e nas respostas &amp;agrave;s perguntas da plateia. N&amp;atilde;o foi em momento algum brilhante como saudou o cerimonial da jornada ao final de sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na tentativa de fazer um &amp;ldquo;APHzinho&amp;rdquo;(APH = Aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Hospitalar) para o gestor, num claro uso de suporte b&amp;aacute;sico, s&amp;oacute; para melhorar o ar de auto-sufici&amp;ecirc;ncia que externava na mais pat&amp;eacute;tica apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o militarista quando deveria ser humanista, o que s&amp;oacute; sublinhou a p&amp;eacute;ssima qualidade  do exposto  e das resposta aos questionamentos dos participantes. &lt;br /&gt;
O representando do MS foi na verdade extremamente infeliz, usou um v&amp;iacute;deo do GATE (Grupo de Atividades T&amp;aacute;ticas Especializada), tropa de elite da PM de S&amp;atilde;o Paulo,  pra referenciar a coragem e atitude de um grupo que quer atuar em momentos onde o esp&amp;iacute;rito de grupo &amp;eacute; fundamental. Certo, isso foi entendido, mas o que ningu&amp;eacute;m entendeu foi por que usar o GATE? Havia muito bons exemplos al&amp;eacute;m deste, como por exemplo os Anjos do Asfalto de S&amp;atilde;o Paulo,  que exemplifica muito melhor tal premissa  em ser corajoso, atencioso, acolhedor, com a atitude t&amp;eacute;cnica esperada para o momento. Todo profissional envolvido em APH tem consci&amp;ecirc;ncia disso, n&amp;atilde;o me venha um gestor, que trabalha na cartilha da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de despesas e execu&amp;ccedil;&amp;otilde;es a baixo custo,  me falar que precisamos ter  melhor e maior  empenho. Porque isso significa trabalhar mais, com uma demanda cada vez mais excruciante, ganhando pouco e sendo gerenciado por repetidores de ordens que,  ao inv&amp;eacute;s de investirem em recursos humanos e insumos para o trabalho,  terceirizam ao mais baixo poss&amp;iacute;vel custo e nos relegam &amp;agrave; situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que s&amp;oacute; sabe &amp;eacute; quem experimenta o dia a dia.&lt;br /&gt;
O que  precisamos na verdade s&amp;atilde;o melhores cursos formadores dos recursos humanos e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuada de alta qualidade,  que devem ser proporcionadas &amp;agrave; todos e n&amp;atilde;o somente aos mais achegados ao n&amp;uacute;cleo gerencial. Esta educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuada deve ser avaliada periodicamente por Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es como Universidades Federais e sem a m&amp;iacute;nima possibilidade de apadrinhamento,  seja de cunho  pol&amp;iacute;tico, familiar ou afetivo, muito menos prostitu&amp;iacute;do.&lt;br /&gt;
O que precisamos  e queremos ver s&amp;atilde;o gestores que veem e enxergam os profissionais, que valorizam e se corresponsabilizam com as nossas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e fragilidades, que em geral s&amp;atilde;o enviesadas com necessidades n&amp;atilde;o supridas pela esfera gerencial, e n&amp;atilde;o este &amp;ldquo;Pai Patr&amp;atilde;o&amp;rdquo; que s&amp;oacute; nos impinge desconfian&amp;ccedil;as e cobran&amp;ccedil;as, n&amp;atilde;o nos ouve e mal nos v&amp;ecirc;. Claro, n&amp;atilde;o podemos generalizar totalmente, mas h&amp;aacute; uma preponder&amp;acirc;ncia deste tipo gerencial.&lt;br /&gt;
O que deveria ser discutido eram melhores materiais e insumos, viaturas e melhores sal&amp;aacute;rios pra todas as categorias envolvidas, mas disso ningu&amp;eacute;m ouviu sequer  rumores. E ademais, por mais organizado e asseado que pare&amp;ccedil;a o meio militar (e estes s&amp;atilde;o pilares positivos das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es militares), os pilares negativos do Autoritarismo e Hierarquiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o parecem ser o dia-a-dia dos quart&amp;eacute;is mundo afora. Sem falar que vez por  outra um Coronel tem uma empresa ou &amp;eacute; acionista majorit&amp;aacute;rio de uma Ind&amp;uacute;stria, como o ex-chefe da guerra contra o Iraque Cel. Donald Rumsfeld,  e se utiliza dessas guerras pra auferir &amp;ldquo;Profitys&amp;rdquo;, lucros, em meio a dor e ao sofrimento de uma na&amp;ccedil;&amp;atilde;o invadida, dominada e arrasada.&lt;br /&gt;
Os Pol&amp;iacute;ticos, os governos, os Rotschild, os Rockffellers, as fam&amp;iacute;lias Reais mundo afora n&amp;atilde;o se importam com as ditas pessoas comuns, eles as exterminam e as escravizam  e podem facilmente  colocar a responsabilidade em cat&amp;aacute;strofes naturais, em surtos epid&amp;ecirc;micos e conflitos armados,  espalhando dor, fome, desespero e mis&amp;eacute;ria.  A gente tem que se ligar e procurar se informar sobre a Agenda Esot&amp;eacute;rica, sobre o Codex Alimentarius e a Agenda 21. S&amp;atilde;o essas as pe&amp;ccedil;as doutrin&amp;aacute;rias principais de pessoas que ocupam cargos comissionados em geral, que s&amp;oacute; vivem maquinando as formas de  reduzir  os custos dos seus subordinados, nem que para isso custe a vida dos nossos pais e/ ou filhos,por exemplo. E somos n&amp;oacute;s que os escolhemos, mas n&amp;atilde;o escolhemos todos os outros cargos, alguns muito importantes, mas que s&amp;atilde;o relegados ao 2&amp;ordm; escal&amp;atilde;o justamente para sair do foco, por&amp;eacute;m,em geral, s&amp;atilde;o os que comandam.&lt;br /&gt;
Ent&amp;atilde;o para o representante do MS aquele modelo militarista parecia inspirar. Foi o que deixou claro, al&amp;eacute;m disso, fez umas cr&amp;iacute;ticas ao pr&amp;oacute;prio governo para quem trabalha, foi quando pareceu mais sensato, reclamou da falta de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos profissionais socorristas, e se entregou por tr&amp;ecirc;s vezes, quando disse que: 1&amp;ordm;)Viajava muito... S&amp;oacute; que isso n&amp;oacute;s j&amp;aacute; sab&amp;iacute;amos, (e tamb&amp;eacute;m sabemos de di&amp;aacute;rias e de vinhos car&amp;iacute;ssimos nos jantares de muitos gestores Brasil afora); 2&amp;ordm;)quando disse que ia relaxar  num plant&amp;atilde;o, imaginem relaxar num plant&amp;atilde;o desses de final de semana na grande Recife. Gostaria de convid&amp;aacute;-lo a se divertir. E quando declarou que faria um ACLS por puro modismo  nesse mesmo final de semana,  al&amp;eacute;m de despreparo para o cargo no MS, demonstrou claramente que tem af&amp;atilde;s militaristas e com a postura de M&amp;eacute;dico que tem, deveria estar se preparando, para depois de sair do MS entrar numa Corpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Corpo de Bombeiros e da&amp;iacute; dar vaz&amp;atilde;o as suas vontades militares. E ingressar como convidado numa dessas Universidades Particulares no curso de Medicina, para realizar seu sonho de ser M&amp;eacute;dico. &lt;br /&gt;
Cobrar empenho de socorristas e equipes do SAMU &amp;eacute; o mesmo que proferir a fal&amp;aacute;cia da obviedade, pois a maioria das pessoas que trabalham em equipes do SAMU s&amp;atilde;o abnegadas e entregues aos seus servi&amp;ccedil;os. Servi&amp;ccedil;o mesmo de verdade, que com certeza n&amp;atilde;o &amp;eacute; ficar sentado atr&amp;aacute;s de bir&amp;ocirc; despachando, nem andar de motorista ou de avi&amp;atilde;o  do Oiapoque ao Chu&amp;iacute; dizendo que est&amp;atilde;o  trabalhando muito, estando na realidade em reuni&amp;otilde;es e decidindo as suas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es  atrav&amp;eacute;s de estat&amp;iacute;sticas e crit&amp;eacute;rios pol&amp;iacute;ticos, mas nunca atrav&amp;eacute;s de uma partilha colegiada de necessidades negociadas e colegiadas. &lt;br /&gt;
Dizer que vai relaxar num Plant&amp;atilde;o &amp;eacute; um disparate que beira o humor circense, porque ou esse plant&amp;atilde;o &amp;eacute; uma mamata ou ele n&amp;atilde;o sabe o que &amp;eacute; um plant&amp;atilde;o brabo de Zona Metropolitana no Recife. E se conhece a realidade foi infinitamente infeliz uma vez que o sentimento de quem realmente trabalha num plant&amp;atilde;o de SAMU ou de urg&amp;ecirc;ncia e emerg&amp;ecirc;ncia num grande centro deste pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o partilha nenhum sentimento de divers&amp;atilde;o, a n&amp;atilde;o ser que esteja  regredido ou tenha aquele velho olhar burgu&amp;ecirc;s de que se num &amp;eacute; com os meus ,&amp;eacute; tudo muito engra&amp;ccedil;ado. H&amp;aacute; palha&amp;ccedil;os e palha&amp;ccedil;os, &amp;eacute; fato! Mas a realidade do APH(Atendimento Pr&amp;eacute;-Hospitalar) numa Zona Metropolitana de cidade grande nada tem  de engra&amp;ccedil;ado ou desestressante.&lt;br /&gt;
Ao final da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste representante do MS duas pessoas fizeram perguntas. Primeiro um bombeiro da Bahia,  que falou do estado deplor&amp;aacute;vel das Ambul&amp;acirc;ncias e  viaturas do corpo de bombeiros da Bahia e da falta de material de trabalho, havendo inclusive casos de  mangueiras de inc&amp;ecirc;ndio que se rompem  ao serem usadas. Quest&amp;atilde;o de falta de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao acabar a vida &amp;uacute;til  do material. Disse tamb&amp;eacute;m que as ambul&amp;acirc;ncias andavam amarradas com arames, as t&amp;atilde;o conhecidas gambiarras, que nada mais significam que um caminho mais curto, rid&amp;iacute;culo e barato,o caminho do lobo, muito utilizado por gest&amp;otilde;es estapaf&amp;uacute;rdias e pat&amp;eacute;ticas. O colega da Bahia provou com a sua interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o  a coragem, a atitude e a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de socorristas que apesar  de mal equipados  e com viaturas aos peda&amp;ccedil;os conseguem desenvolver um trabalho digno. Mas o palestrante de pronto afirmou que estava a par e que coincidentemente havia estado com o governador de l&amp;aacute; na semana anterior &amp;agrave; Jornada  e que estes  problemas j&amp;aacute; estavam em vias de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o .Pelo menos foi essa a impress&amp;atilde;o que ele quis dar. Soou como uso de Mertiolate para APH  e n&amp;atilde;o satisfez o conte&amp;uacute;do do argumento, pelo simples fato de n&amp;atilde;o ser Mertiolate  padr&amp;atilde;o de APH em nenhum lugar do mundo.&lt;br /&gt;
Depois  foi  a vez uma mo&amp;ccedil;a educada, que  com muito cuidado, sem atacar em nenhum momento o representante do MS, fez dois questionamentos, tendo o  cuidado de se apresentar antes. Salvo engano, perguntou qual a opini&amp;atilde;o do mesmo em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos Param&amp;eacute;dicos Americanos/Canadenses e de se o mesmo tinha conhecimento de cursos de socorrista com 700h e at&amp;eacute; 1600h de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Foi a partir da&amp;iacute; que o palestrante degringolou. Come&amp;ccedil;ou logo a se defender  e fazer uma piada de improviso quanto a quest&amp;atilde;o dos param&amp;eacute;dicos ,de muito mal gosto e  de uma complexidade tipo Zorra Total, e ainda se utilizou de sua autoridade para atacar a interlocutora, quando ao perguntar se os cursos nos quais ela ensinava eram credenciados pelo MEC, numa desesperada atitude de quem se mostra despreparado para estar no cargo que ocupa, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; nenhuma novidade para qualquer ser senciente com alguma viv&amp;ecirc;ncia em Urg&amp;ecirc;ncia e Emerg&amp;ecirc;ncia em Unidades SUS Brasil a dentro, e quanto mais dentro pior, todos sabem. Pois se n&amp;atilde;o estivessem credenciados, se preparassem, que eles estavam chegando para avali&amp;aacute;-las... Pairou  a amea&amp;ccedil;a no ar... Muitas pessoas n&amp;atilde;o entenderam nada. &lt;br /&gt;
Digo  que n&amp;atilde;o fazem mais que sua obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o em fiscalizar e avaliar os cursos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas que procedam de maneira limpa,  e n&amp;atilde;o somente credenciando a partir do escopo pol&amp;iacute;tico, nepotista e tradicional que ainda hoje vigora, apesar de estarmos em uma gest&amp;atilde;o  dita popular (eu digo populista, outros amigos me dizem populosa). Enfim, nosso representante do MS nem respondeu e ainda falou que tem cursos de 300h sendo ultra eficazes. Epa! Pera&amp;iacute;, n&amp;atilde;o era ele quem iria endurecer contra os cursos? De repente cursos ultra-r&amp;aacute;pidos viraram op&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Depende de quanto vai sobrar da terceiriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do servi&amp;ccedil;o, n&amp;eacute;? Isso sim!&lt;br /&gt;
Depois,  atacou a sua pr&amp;oacute;pria classe (enfermeiros), aprofundando uma ferida aparentemente resolvida, mas que sempre existiu no n&amp;iacute;vel subjetivo. Profissionais resolvidos sabem o que fazem por dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e por estarem amadurecidos em escolher os seus caminhos, por&amp;eacute;m essa n&amp;atilde;o pareceu ser certamente, uma qualidade desse Senhor, que afirmou aos enfermeiros da plat&amp;eacute;ia,  num total desrespeito com a  classe e sem autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o expressa nenhuma da classe m&amp;eacute;dica ou dos m&amp;eacute;dicos  ali presentes, que quem quisesse fazer procedimento m&amp;eacute;dico fosse fazer medicina, remetendo tamb&amp;eacute;m a outro n&amp;oacute; cr&amp;iacute;tico que &amp;eacute; a CBHPM (Classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira Hierarquizada de Procedimentos M&amp;eacute;dicos), uma briga que &amp;eacute; muito mais mercantil que humanista. At&amp;eacute; falar isso muitas pessoas, inclusive eu,  achavam que nosso palestrante era m&amp;eacute;dico, mas qual n&amp;atilde;o foi a surpresa e express&amp;atilde;o de surpresa total quando ele se entregou pela &amp;uacute;ltima vez, se dizendo enfermeiro. Nessa hora eu pensei em me levantar, pegar o  microfone e falar um monte(&amp;ldquo;tchi&amp;rdquo;),mas tive que conter o esp&amp;iacute;rito de agress&amp;atilde;o que me tomou naquele momento, e isso eu devo ao meu mestre Sensei que nos ensina os preceitos na Arte e que estes  se levam para a Vida,&amp;eacute; o caminho. Ou seja ,nem respondeu a mo&amp;ccedil;a,ou respondeu muito desconexamente num desespero t&amp;iacute;pico de pol&amp;iacute;ticos que quando se sentem amea&amp;ccedil;ados atiram pra qualquer lado, atirou mal contra os amigos e contra o pr&amp;oacute;prio p&amp;eacute; e  foi socorrido com um elogio de que teria sido brilhante na sua apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O que ficou foi uma p&amp;eacute;ssima impress&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para os profissionais de APH, para todos os presentes. &lt;br /&gt;
Nosso palestrante concluiu fazendo um jogo de quem &amp;eacute; tipicamente &amp;ldquo;Border&amp;ndash;line&amp;rdquo;: atira no c&amp;atilde;o pra pegar no diabo e deixa aquela sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o autoritarismo,a viol&amp;ecirc;ncia das palavras e das atitudes,  e o desespero de quem n&amp;atilde;o sabe onde est&amp;aacute; s&amp;atilde;o t&amp;iacute;picos nestas  gest&amp;otilde;es.  O que n&amp;atilde;o &amp;eacute;  nenhuma novidade, o problema &amp;eacute; que certas armas s&amp;atilde;o quase sempre eficazes e provocam uma implos&amp;atilde;o e um sil&amp;ecirc;ncio posterior  que evocam temores, mas n&amp;atilde;o em mim. Foi odiosa e de p&amp;eacute;ssima qualidade a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o posicionamento do gestor. Ficou claro, algum enfermeiro  ou medico n&amp;atilde;o vendido duvida disto? Eu n&amp;atilde;o, e tenho certeza que a enfermeira e educadora em APH tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o. Ele simplesmente teve o desplante de fazer uma piada mais ou menos assim: ...&amp;rdquo;Param&amp;eacute;dico no Brasil s&amp;oacute; vai existir assim: a pessoa vai ficar esperando um m&amp;eacute;dico no meio do caminho e p&amp;aacute;ra ele no seu trajeto&amp;rdquo;. Pronto,  isso foi a resposta dele ,ou seja,  segundo esse Profeta do APH, s&amp;oacute; dessa forma existiria Param&amp;eacute;dicos no Brasil. Parece engra&amp;ccedil;ado,contudo &amp;eacute; revestido de uma repel&amp;ecirc;ncia e uma virul&amp;ecirc;ncia t&amp;atilde;o vis&amp;iacute;vel que fica aquele sentimento de &amp;ldquo;toco&amp;rdquo; de basquete na atmosfera.&lt;br /&gt;
Mas, como j&amp;aacute; se tornou c&amp;eacute;lebre a frase, em nosso tempo tudo que &amp;eacute; s&amp;oacute;lido se desmancha no ar. Pois foi isso que aconteceu,  algo que aparentava ser s&amp;oacute;lido de repente &amp;ldquo;ploft&amp;rdquo;, desintegrou-se em nada, um vazio espacial t&amp;atilde;o ag&amp;ocirc;nico que s&amp;oacute; nos restam duas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es nesta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: ou os verdadeiros guerreiros do APH se estruturam e se colegiam ou continuaremos subordinados a estes  comissionados gerentes que obedecem a uma ordem pol&amp;iacute;tica, terceirizam servi&amp;ccedil;os  e oferecem servi&amp;ccedil;os mistos onde a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos &amp;eacute; a principal diretriz, n&amp;atilde;o importando quantas vidas sejam ceifadas por conta destas conten&amp;ccedil;&amp;otilde;es de despesas. E n&amp;atilde;o houve  nada a acrescentar no 3&amp;ordm; dia....Nem nada brilhante... pelo contr&amp;aacute;rio!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://rede.metareciclagem.org/wiki/APH-no-Recife#comments</comments>
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 <pubDate>Tue, 22 Feb 2011 11:24:15 +0000</pubDate>
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