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 <title>MetaReciclagem - legitimidade</title>
 <link>http://rede.metareciclagem.org/taxonomy/term/874/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>É um exercício de tradução limitado pelo vocabulário</title>
 <link>http://rede.metareciclagem.org/wiki/ExercicioAcademia</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O trecho de texto abaixo come&amp;ccedil;a com a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um post do blog #reacesso e&amp;nbsp; migra para um texto a ser constru&amp;iacute;do na wiki metareciclagem. &lt;/strong&gt;&lt;strike&gt;&lt;strong&gt;Se ele passar a ser um texto com mais de um colaborador entramos em uma outra fase.&lt;/strong&gt;&lt;/strike&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;.....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tava&amp;nbsp; aqui estudando um texto que fala de como a desconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma cr&amp;iacute;tica convencional do texto porque ali o &amp;quot;desconstrutor&amp;quot; n&amp;atilde;o&amp;nbsp; sup&amp;otilde;e &amp;quot;saber mais&amp;quot; que o construtor. E que o que essa pr&amp;aacute;tica&amp;nbsp; explora de fato a capacidade que a linguagem tem de falar mais que os controles que temos dela. Da&amp;iacute;, n&amp;atilde;o sei porque, lembrei de um epis&amp;oacute;dio em sala de aula no semestre passado, numa disciplina sobre redes, quando eu insatisfeito com as discuss&amp;otilde;es que estavam me parecendo formalistas demais, coloquei que o problema com o discurso que est&amp;aacute;vamos ali tentando estabelecer era essa amarra do produzir &amp;quot;acad&amp;ecirc;mico&amp;quot; que nos faz ter que trazer vozes j&amp;aacute; legitimadas aqui ou acol&amp;aacute; para falar por n&amp;oacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembro que o que eu pensava na hora era essa coisa de cada palavra, express&amp;atilde;o, no&amp;ccedil;&amp;atilde;o usada num texto, discurso acad&amp;ecirc;mico ter que trazer &lt;i&gt;aliados &lt;/i&gt;&amp;quot;te&amp;oacute;ricos&amp;quot; para uma disputa. Conceitos, no&amp;ccedil;&amp;otilde;es, perspectivas que estabelecem posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e colocam as possibilidades do jogo. As contrapartes, advers&amp;aacute;rios no jogo,&amp;nbsp; ou&amp;nbsp; possuem tamb&amp;eacute;m algum&amp;nbsp; &amp;quot;dom&amp;iacute;nio&amp;quot;&amp;nbsp; das posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es colocadas ou jogam com outras posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para objetivos aparentemente iguais. Apenas aparentemente, porque h&amp;aacute;&amp;nbsp; objetivos impl&amp;iacute;citos, objetivos n&amp;atilde;o manifestos, que de fato diferenciam os objetivos.&amp;nbsp; Estas posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;nbsp; tem que ter&amp;nbsp; legitimidade de acordo com as conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos grupos que est&amp;atilde;o no jogo. Um&amp;nbsp; clube fechado onde as regras n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o influenciadas por percep&amp;ccedil;&amp;otilde;es externas.S&amp;oacute; podemos usar conceitos e no&amp;ccedil;&amp;otilde;es a, b ou c que v&amp;ecirc;m de X, Y e Z porque X, Y e Z j&amp;aacute; s&amp;atilde;o reconhecidos pelo jogadores como posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas. &amp;Eacute; a&amp;iacute; que o formalismo enche o saco, limita e provavelmente produz esses espet&amp;aacute;culos sem sentido que muitos veem nos trabalhos acad&amp;ecirc;micos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es eu vejo na pr&amp;aacute;xis que podem ser trazidas para o jogo ?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ent&amp;atilde;o &amp;eacute; que faz sentido ter as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e sua limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es e trazer posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es da pr&amp;aacute;xis para ampliar as compreens&amp;otilde;es e chegar a ....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mas estamos limitados pelas possibilidades de tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os vocabul&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o suficientes para traduzir as experi&amp;ecirc;ncias sem perder muito de sua riqueza&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;iacute; nesse jogo, ainda estamos enfrentando quest&amp;otilde;es&amp;nbsp; morais e legais a serem dribladas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;as experi&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o limitam &amp;agrave;s purifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que precisamos fazer delas para narr&amp;aacute;-las no contexto acad&amp;ecirc;mico... aspectos morais, legais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por outro lado n&amp;atilde;o h&amp;aacute; de fato essa fronteira no clube. O que &amp;eacute; elimidado para purificar o texto se d&amp;aacute; apenas no texto, por isso a compreens&amp;atilde;o do&amp;nbsp; pesquisador sempre &amp;eacute; mais ampla que o que h&amp;aacute; no seu texto,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pesquisador, escritor, narrador dos fatos para a academia purifica as experi&amp;ecirc;ncias para o texto mas lida&amp;nbsp; com as impurezas na pr&amp;aacute;xis e sabe que o texto, os textos s&amp;atilde;o sempre muito limitados,&amp;nbsp; pois por menos de impurezas que tenhamos eliminado o texto n&amp;atilde;o &amp;eacute; a experi&amp;ecirc;ncia....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Depois de algumas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es na lista elaboro o que vem a seguir em 06 de junho de 2010 &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestas nossas &amp;quot;conversas&amp;quot; em lista, de uma forma mais direta e com um tempo e espa&amp;ccedil;o de dispers&amp;atilde;o e esgotamento maiores,&amp;nbsp; ou em posts de blogs e wikis e com outras caracteriza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de tempo e espa&amp;ccedil;o, ou mesmo nos mensageiros instant&amp;acirc;neos, no IRC, cada um desses espa&amp;ccedil;os e pr&amp;aacute;ticas s&amp;oacute;cio tecnol&amp;oacute;gicas com suas possibilidades e limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sempre revivo a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que fez chegar &amp;agrave; compreens&amp;atilde;o do #reacesso.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	O reacesso, &amp;agrave; primeira vista, com uma olhada superficial, pode parecer um simples ir e voltar de de textos e compreens&amp;otilde;es. Mas, por outro lado, ao mesmo tempo que leio a ordem do discurso, vou tendo cada vez mais refor&amp;ccedil;ada uma no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que,&amp;nbsp; ainda que eu n&amp;atilde;o sinta que consiga expressar plenamente, e que bom que n&amp;atilde;o consiga, reacesso &amp;eacute; real como aquela realidade que eu crio.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	Criamos as realidades ao nomear certas coisas que carecem apenas de reacesso para receberem um outro nome e assim por diande. Mesmo quando n&amp;atilde;o nomeamos explicitamente&amp;nbsp; trabalharmos com a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a vis&amp;atilde;o, a cren&amp;ccedil;a, um tipo de discurso ao qual n&amp;atilde;o ligamos sempre conscientemente e diretamente a textos anteriores, e aqui eu uso texto compreendendo que pode significar muito mais do que algo que est&amp;aacute; escrito.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	Recentemente fui apresentado &amp;agrave; met&amp;aacute;fora da tecnologia enquanto texto. No&amp;ccedil;&amp;atilde;o creditada ao Steve Woolgar e que a Christine Hine utilizou num livro de 2000, o Virtual Ethnography. A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o nesse par&amp;aacute;grafo era falar disto um pouco, j&amp;aacute; que achei a no&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito interessante e parece que ela tem um fundamento tamb&amp;eacute;m para como estou visualizando a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um entendimento de tecnologia com a Actor-Network Theory. Mas quando eu retomo a escrita imediatamente algo me v&amp;ecirc;m &amp;agrave; cabe&amp;ccedil;a. Que o reacesso &amp;eacute;, tamb&amp;eacute;m,&amp;nbsp; justamente uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; dificuldade de lidar com as refer&amp;ecirc;ncias.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	&amp;Eacute; justamente esse processo que eu estou falando, de ter as pessoas conversando sobre um assunto mas sempre tendo que buscar refer&amp;ecirc;ncias como aliados para&amp;nbsp; para que a conversa continue. S&amp;oacute; que uma percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediada, agora, &amp;eacute; que essas refer&amp;ecirc;ncias, ainda que me parecem quando penso em &amp;quot;objetivo&amp;quot; muito semelhantes, mas devem&amp;nbsp; ter intencionalidades que eu n&amp;atilde;o compreendo, n&amp;atilde;o acesso, n&amp;atilde;o vejo, n&amp;atilde;o sinto e por a&amp;iacute; vai.&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	Acho que a discuss&amp;atilde;o vai na quest&amp;atilde;o desses aliados-refer&amp;ecirc;ncias para o falar e como participar da conversa r sem esses aliados-refer&amp;ecirc;ncias. &amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel? &amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel que a sua fala seja considerada? E os aliados-refer&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o manifestos? Bem, claro que o pedacinho do Foucault que eu li deu uma turbinada aqui na capacidade de visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coisa. E, ao mesmo tempo, seŕa que eu posso dizer que t&amp;ocirc; entendendo quando o Liquuid diz que a lista &amp;eacute; muito acad&amp;ecirc;mica, que somos muito acad&amp;ecirc;micos?&lt;br /&gt;
	&lt;br /&gt;
	Vou voltar pro resto do texto do Foucault, esse, como v&amp;aacute;rios,&amp;nbsp; eu n&amp;atilde;o consigo deixar pela metade. O que refor&amp;ccedil;a para mim a&amp;iacute; que h&amp;aacute; uma s&amp;eacute;rie de problemas em torno dessa quest&amp;atilde;o do reacesso, especialmente quando limito a quest&amp;atilde;o &amp;agrave; &lt;strong&gt;releitura do que em tese ainda n&amp;atilde;o foi lido&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://rede.metareciclagem.org/wiki/ExercicioAcademia#comments</comments>
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 <pubDate>Fri, 04 Jun 2010 15:11:59 +0000</pubDate>
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