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 <title>MetaReciclagem - #metarec #brasilia #mutgamb</title>
 <link>http://rede.metareciclagem.org/taxonomy/term/1197/0</link>
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 <language>pt-br</language>
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 <title>O que Brasília te diz?</title>
 <link>http://rede.metareciclagem.org/blog/13-11-12/O-que-Brasilia-te-diz</link>
 <description>&lt;p&gt;A gente cresce com o imagin&amp;aacute;rio de Bras&amp;iacute;lia invis&amp;iacute;vel, terra de pol&amp;iacute;ticos e lugar de ternos. Era assim que eu imaginava, at&amp;eacute; conhecer a terra do Calango e perceber que existem muitas saias coloridas por l&amp;aacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa parte do cerrado carrega uma mutiplicidade cultural que traz congada, mamulengueiro, quilombolas, que com muita honra alimentam tradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es seculares e cheias de for&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E foi nessa cidade que aconteceu a Desconfer&amp;ecirc;ncia Metarecicleira, que nasceu como &amp;ldquo;Encontrinho Informal METARECS@DF&amp;rdquo; e organicamente se tornou &amp;ldquo;Encontro na Terra da Calaganda/ Peregrina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Des_finados pelo Fim do Fim do Mundo&amp;rdquo;, no dia de finados, 02 de novembro de 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um encontro no centro do Brasil?&lt;br /&gt;
	Os &amp;uacute;ltimos dois encontros da Rede Metareciclagem aconteceram no Rio de Janeiro e em S&amp;atilde;o Paulo. Duas cidades que s&amp;atilde;o consideradas grandes polos pela quantidade de capital que gira dentro delas. Entretanto, pessoas que est&amp;atilde;o do outro lado do Brasil n&amp;atilde;o tem tanta facilidade de chegar at&amp;eacute; essas cidades e a ideia de encontros descentralizados, como o que aconteceu em Bras&amp;iacute;lia, possibilita que mais econtros, desse jeito, possam acontecer e mais pessoas possam se encontrar em lugares diversos. Afinal de contas, a rede metareciclagem est&amp;aacute; al&amp;eacute; dos desenhos de mapas ou conex&amp;otilde;es astrais.&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;E quem estava l&amp;aacute;?&lt;br /&gt;
	Pois &amp;eacute;, metarecicleirx tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; metarecicleirx sem saber, pois &amp;eacute; esse sentimento surge do cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o e e de uma s&amp;eacute;rie de-devires que s&amp;oacute; aparecem quando estamos abertos ao acaso. Tem gente que escolhe essa abertura como premissa, e essa &amp;eacute; uma das coisas que mais achamos no cerne da Metareciclagem: o saber acelerar/desalecerar o passo na hora da novidade. O saber lidar com o imprevisto. O incorporar o erro e transformar em pot&amp;ecirc;ncia. O&amp;hellip;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
	E entre todas aquelas 20 pessoas (n&amp;uacute;mero aproximado) deu para sentir a magia do encontro, a import&amp;acirc;ncia de reunir n&amp;atilde;o s&amp;oacute; quem est&amp;aacute; na lista da Metareciclagem, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; quem nasceu ou mora em Bras&amp;iacute;lia, mas tamb&amp;eacute;m&amp;nbsp; gente que est&amp;aacute; em outros estados, e em outras redes, e que pode pensar junto com os moradores da cidade algumas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es a partir da mescla de experi&amp;ecirc;ncias de gente com refer&amp;ecirc;ncias diferentes.&lt;br /&gt;
	&amp;Eacute; o caso de Webert Oliveira, que apresentou no encontro fotos e relatos sobre um espa&amp;ccedil;o abandonado no Parque da cidade e jogou a pergunta: &amp;ldquo;como podemos ocupar esse espa&amp;ccedil;o?&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;E de roda em roda o tema foi circulando, junto com as outras conversas que estavam rolando anteriormente, os particpantes do encontro come&amp;ccedil;aram a imaginar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse espa&amp;ccedil;o, que possibilita o desenvolvimento de projetos relacionados a &amp;agrave;gua, v&amp;iacute;deo, dan&amp;ccedil;a, arte, tencnologia, pela sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a natureza e com a cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Senti um ar de um dia de Submidialogia, atuando nas camadas de um lugar desconhecido, tentando entender o que est&amp;aacute; acontecendo naquele espa&amp;ccedil;o para pensar maneiras de fortalecer as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pera&amp;ecirc;, mas como foi a chegada em Brasilia?&lt;br /&gt;
	Peguei o mesmo voo que Rafael Beznos, e encontramos no aeroporto de Brasilia Magnus Magno e Webert Oliveira. &amp;Eacute; divina a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecer pessoalmente pessoas que voc&amp;ecirc; v&amp;ecirc; na lista, verdinho no jabber e at&amp;eacute; j&amp;aacute; te despertou v&amp;aacute;rios sentimentos sem que voc&amp;ecirc; tenha olhado nos olhos dela.&lt;br /&gt;
	Webert contou a import&amp;acirc;ncia daquele encontro acontecer em Bras&amp;iacute;lia, a quantidade de nodos que estavam desconectados e precisavam uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como essa para estarem juntos.&lt;br /&gt;
	Muitas vezes a gente acha que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio um motivo para encontrar as pessoas, mas a saudade n&amp;atilde;o &amp;eacute; tida como um&amp;nbsp; motivo plaus&amp;iacute;vel. Acho que esse encontro vai despertar saudade em muita gente e saudade consumada &amp;eacute; &amp;oacute;leo da engrenagem da vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
	Domingo Imaginativo de Resolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o Mundo&amp;hellip;&lt;br /&gt;
	Redes federadas, construir nossa pr&amp;oacute;pria casa, plantar nossos alimentos, fazer nossa m&amp;uacute;sica e tomar banho de cachoeira. E assim passamos o domingo: eu, Fabiana Goa, Farid Abdelnour, Daniel Prado, Leonardo Barboza e Fred Vazquez. A agulha da conversa era a frase &amp;ldquo;vamos fazer um mundo mais do nosso jeito&amp;rdquo; , de Zumbi dos Palmares. A linha que ia costurando era o sonho de cada um de um mundo baseado na economia solid&amp;aacute;ria, no amor e nas possibilidades de continuar juntos a caminhada. Inicialmente usar um computador e plantar uma semente s&amp;atilde;o a&amp;ccedil;&amp;otilde;es completamente desconectadas, mas quando come&amp;ccedil;amos a tentar entender o processo de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o daquele computador, como os softwares s&amp;atilde;o produzidos e quem pode ter acesso, tamb&amp;eacute;m percebemos que com as sementes n&amp;atilde;o &amp;eacute; diferente: como ser&amp;atilde;o plantadas? Como ser&amp;aacute; o seu processo de crescimento? Com ou sem agrot&amp;oacute;xicos? E quem poder&amp;aacute; comer essas plantas?&amp;nbsp; Essa reflex&amp;atilde;o surgiu em uma roda de pessoas muito diferentes, mas que tem como premissa fazer um mundo mais do nosso jeito&amp;hellip; Salve Zumbi!&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Segunda, Sol, Beco e papel&amp;atilde;o!&lt;br /&gt;
	O feriado foi todo de chuva em Bras&amp;iacute;lia, mas na segunda o sol deu as caras em Taguatinga. E foi para l&amp;aacute; que fui! Encontrar Farid, que carinhosamente me apresentou o Mercado Sul, conhecido como Beco da Cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conheci Dona Nen, costureira que estava fazendo as camisetas para o Blender-Pro e toda riqueza que o beco agrega, pois envolve culturas outras, como um violeiro que faz viola caipira e um artista pl&amp;aacute;stico chamado Virgilio Mota, que recria com saco de cimento e papel&amp;atilde;o. Com o material recriado ele produz cadeiras, mesas e outros objetos. O espa&amp;ccedil;o se chama Tempo Eco Arte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mais bacana &amp;eacute; que essa galera do Beco est&amp;aacute; fazendo uma s&amp;eacute;ria de produ&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Blender-Pro e mostra de forma concreta que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel desenvolvermos jeitos de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o pautados pela economia solid&amp;aacute;ria com base na uni&amp;atilde;o da comunidade. Uma costura daqui, outro faz a serigrafia ali, outra faz o or&amp;ccedil;amento ali..e assim, de um jeito gostoso que s&amp;oacute;, Dona Nen grita da casa vizinha: Farid, vem escolher o azul da camiseta! E l&amp;aacute; vou eu junto e j&amp;aacute; participo da escolha, sem que Dona Nen pe&amp;ccedil;a minha identidade e refer&amp;ecirc;ncias anteriores para estar ali&amp;hellip;&amp;ocirc; jeito leve de fazer as coisas..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;
	Para fechar a viagem, aprendi novos rituais de energiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ouvi um susurro no meu ouvido sobre a import&amp;acirc;ncia de estar atenta aos sinais, afinal &amp;ldquo;eles est&amp;atilde;o a&amp;iacute; o tempo todo, na nossa frente&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E Bras&amp;iacute;lia, o que te diz?&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://rede.metareciclagem.org/blog/13-11-12/O-que-Brasilia-te-diz#comments</comments>
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 <pubDate>Wed, 14 Nov 2012 01:55:54 +0000</pubDate>
 <dc:creator>siliamoan</dc:creator>
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